Sindicato dos Servidores da Assistencia Social e Cultural do GDF

Servidores chegam a ser ameaçados devido a panes no sistema de cadastro da assistência social

04/09/2019 06:55

 

Usuários e servidores da assistência social do Distrito Federal têm sido afetados pelas constantes panes nos sistemas de informática utilizados para o cadastramento e atendimento em unidades como os Centros de Referências em Assistência Social (Cras). Praticamente todos os dias há queixas do tipo registradas pelo Sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural do GDF (Sindsasc).

No cotidiano dos servidores do setor, sistemas como o Cadastro Único (Cad Único) e o Sibec (Sistema de Benefício ao Cidadão) costumam ficar fora do ar. Mais do que atrasar a vida de quem tem urgência em ser atendido em necessidades básicas como o recebimento de benefícios sociais, este tipo de problema afeta até a segurança de quem trabalha nas unidades da assistência social, de acordo com o presidente do Sindsasc, Clayton Avelar. 

“É rara uma semana em que não passamos pelo menos três dias com os sistemas inoperantes. A consequência é que os servidores não conseguem atender. Com isso, o público fica irritado. Essa irritação, muitas vezes, se transforma em agressões verbais contra os servidores”, relata. 

Em grupos de Whatsapp que reúnem servidores da assistência social, todos os dias  multiplicam-se relatos sobre tumultos causados por panes no Cad Único e no Sibec. Auxiliar em assistência social do Cras do Areal, Lindalva Damasceno afirma que, é comum que, em um só atendimento, aconteçam, em média, cinco paralisações no sistema digital, o que arrasta o tempo de espera dos usuários. É esse tipo de episódio que pode levar a situações de estresse dos público, de acordo com a servidora. "Já sofremos ameaça de usuário com arma de fogo. Foi preciso que o vigilante da unidade tivesse que mediar e acalmar o homem que estava armado. Estamos trabalhando assustados constantemente", denuncia.

A agente social do Cras da Fercal, Márcia Aparecida Pinheiro afirma que passa dificuldades no trabalho todos os dias devido à inoperância dos sistemas. “Eu já não tenho mais o que dizer para as pessoas, a gente adoece, porque fica pensando na situação da família que perdeu, ou vai perder o benefício por não conseguir atualizar os dados dentro do prazo e o pior é que nem é por culpa dos usuários. A pessoa agenda, apresenta a documentação e não atualiza porque não tem sistema”, conta. A servidora conta que muitas situações geradas pelas falhas no sistema são constrangedoras. “Uma usuária um dia me disse: ‘vocês serão os culpados se meu filho passar fome’", relata.

Agressão física
A falta de estrutura para a promoção das políticas de assistência social  prejudica o trabalho de servidores que atuam no cadastro, acolhimento, atendimento e apoio à população que depende da ajuda do Estado. Por conta da demora no atendimento para o agendamento de atendimentos, um caso de violência física foi registrado em outubro do ano passado. Um vigilante foi agredido no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Santa Maria, quando algumas pessoas que estavam na fila de espera, do lado de fora da unidade, tentaram forçar o portão de entrada. Um homem chegou a atirar um banco de madeira contra um dos seguranças.








Ultimas Notícias


20/09/2019

Reunião aberta discute sobre assistência social no Varjão

Ver Notícia

19/09/2019

19 de setembro - Viva os educadores sociais e o legado de Paulo Freire!

Ver Notícia

19/09/2019

Reunião aberta no Paranoá reúne população e servidores da assistência social

Ver Notícia

18/09/2019

Paranoá recebe reunião aberta do Sindsasc

Ver Notícia

20/09/2019

Ibrae precisa cumprir edital do concurso da Sedes

Ver Notícia

17/09/2019

Sindsasc faz reunião aberta em Taguatinga no dia 25 de setembro

Ver Notícia

20/09/2019

Entrevista - Reforma da Previdência - Parte 2

Ver Notícia

19/09/2019

Informes do Sindsasc - Quinta, 19/09/2019

Ver Notícia